Quem sou eu

Eu sou nascido e criado na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Tenho alguns anos de vida, sou casado com Jandira e tenho um filho chamado Migué, de doze anos. Aprendi a ler e escrever e como gosto muito de falar, me convidaram pra trabalhar na Rádia Sucesso. Meu pograma é de 5 até 8 da manhã, todo santo dia, de menos o domingo. Dispois da rádia, você pode me encontrá na roça cuidando das minhas coisa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Eu e o Zé Rubens na TV Bandeirantes, em São Paulo




E não é que a gente foi mesmo visitar a TV Bandeirantes em Sumpaulo?

O Zé Rubens, diretor da FM Sucesso, onde eu trabalho, foi convidado pra ser jurado do pograma do Raul Gil, que em 2009 ainda passava da TV Bandeirantes.

Fumo eu e o Zé Rubens pra São Paulo, de avião, acredita? Descemo no aeroporto que tem aquele nome de água quente com açúca, que a gente fazia na roça usando um daqueles "rabo quente" elétrico, na falta de café... congonha... isso, roporto de Congonha.

Lugar endiabrado e cheio de avião... lá é perto da casa do Jairo, que já foi locutor da FM Sucesso há mais de vinte ano. Fumo eu e o Zé primeiro pra casa do Jairo tomar um café e depois a muié dele levou nóis até na TV Bandeirantes.

O Jairo só foi depois, deixamo o nome dele na portaria. Ele tava trabaiando na hora, mas apareceu lá no final da tarde pra ver a gravação do pograma do Raul Gil e buscá a gente pra posá na casa dele.

Que coisa legal que é a televisão por dentro. Achei que tinha muitas válvula, fio, coisa elétrica e num é que tem mesmo? Um monte de fio aqui, uma parede de tomada ali, uns cabra carregando umas luz pra lá, outros operando as cârama, câmara, sei lá, aquilo que filma.

O mais engraçado é que fica as mulerada toda no auditório batendo palma e gritando quando os cara mandam gritar e batendo palma quando eles manda bater. Tudo muito natural, sabe?

O tal do Raul Gil, de perto, é mais magrelo e mais feio que quando a gente vê ele na televisão. Mas vou te contar, viu... quanta luz, quanto barulho, quanta gente espalhada pra lá e pra cá, um cabra tocando um piano no canto, o Zé Rubens de jurado junto com aquele cantor famoso de antigamente, Angelo Máximo.
É verdade, o Angelo Máximo conversou com nóis, uma simplicidade. Hoje ele ainda grava e faz show, mas tem um restaurante em São Paulo, muito famoso, chamado Maximo, até convidou nóis pra ir lá comer, mas sabe como é, lugar muito chique assim eu me atrapalho todo com os talher.

O Zé Rubens foi um jurado muito bom. Colocaram uns cara e umas moça pra cantá, uns desafinado, outros miorzinho e tinha um sujeito que assava num forno os disco que os jurados não gostava.

Trombei na saída com o Guinaldo Timótio, é ele mesmo, aquele que canta alto pra chuchu. E é vereador em Sumpaulo, acredita? E vi também aqueles jornalista tudo famoso, gente passando pra lá e pra cá nos corredor...

Olha, lá no camarim, eu pude iscuitá a dupla Pai e Filho cantando uns dueto pra nós, escrusivo... verdade. Afinado, os dois. Muito bom. Pude até bater umas palma pra eles. Só palma.

Televisão é mesmo uma máquina de botá a gente maluco. Saímo de lá com a cabeça cheia, zunindo, num sei como aquele povo aguenta aquela bagunça organizada.

Pior foi pro Jairo, coitado. Depois ele contou pra nóis que ficou percurando a gente e entrou sem querer no auditório na hora que a cârama tava filmando as mulerada batendo palma e ele teve de fingir que tava batendo palma tamém... coitado, filmaram ele e ele apareceu na televisão no pograma do Raul Gil.

Pegou mal, porque os colega do serviço dele ficaram priguntando o que ele foi fazer lá naquele pograma de auditório onde só vai cocotinha... pra nóis tava tudo bom, nóís somo artista mesmo, mas pra ele, coitado, que trabalha numa firma de remédio, ficou muito esquisito.

Depois eu volto com mais um causo. Acredita, é tudo verdadeiro.

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